Sai no Jornal em Portugal – Jornal de Notícias

Essa história daria um filme

Assim que cheguei em Portugal tratei de perguntar sobre a história da minha família, queria correr atrás das minhas raízes, mas não imaginava que isso me levaria até o Jornal de Notícias…rs

Calma vou explicar como foi que eu sai no Jornal em Portugal.

A história

Eu cresci ouvindo da minha avó Emília coisas de sua vó também chamada Emília, uma história triste, mas com um final feliz. Ela me contava, que sua vozinha, vinha de uma aldeia muito pequenina em Portugal, chamada Cabril. Seu avô era guerreiro e tinha ido a priore sozinho tentar uma vida no Brasil e que sua mãe só conhecera o pai depois, bem mais velha.


O curioso é que no meio dessa história de imigrantes, houve uma tragédia com explosão e mortes. A minha trisavó havia explodido junto com a casa, ficando soterrada e com uma cicatriz que cruzava o rosto inteiro, passava o cocuruto e ainda ia até a nuca! Imagine só! Um baita susto, não?!

Detalhe, a minha trisavô só foi encontrada graças a seu avental florido que ficou para fora dos escombros junto ao seu pé, e assim conseguiram acha-la e socorreram-na.

Não foi tão fácil, depois disso ela foi levada imediatamente ao hospital onde ficou internada cerca de 8 meses!

Como se não pudesse ser mais trágica, a história ainda se desenrola

O meu trisavô na época da explosão estava no Brasil, onde foi chamado as pressas já que sua esposa estava internada e os filhos ficaram com familiares, mas o pior da mensagem ainda estava por vir. Seu irmão (meu tio trisavô) havia morrido na explosão.

Meu trisavô, Antonio fogueteiro (essa parte eu já explico) se apressou e voltou o mais breve possível, a tempo de cuidar da esposa e ainda deixar-lhe uma sementinha, minha bisavó Palmira!

Palmira Duarte Paes


Antes mesmo que ele soubesse que tinha deixado mais um filho no ventre de Emília, voltou ao Brasil. Naquela época era bem comum os homens serem convidados a ir ao Brasil tentar a vida. Só quando tivessem estabilizados mandavam buscar mulher e filhos. Esse período entre o trabalho e a estabilidade demorou uns 10 anos e meu trisavô Antonio Fogueteiro só conheceu minha bisavó quando ela tinha 11 anos de idade.

Antonio Fogueteiro

Mas porque Antonio Fogueteiro?

Antes de ser chamado ao Brasil, meu trisavô era fogueteiro, ele que fazia todos os lindos fogos das festas populares da cidade. Justamente por isso, todos o conheciam como Antonio Fogueteiro, muito mais que do que por seu próprio nome Antônio Duarte.

Quando meu trisavô foi chamado ao Brasil, passou o seu oficio para o irmão, mal saberia o que estava por vir.

A Explosão

Certo dia, meu tio trisavô resolveu mexer nas pólvoras, não se sabe até hoje o motivo que fez com que ele não fizesse isso em um local seguro. Teoricamente havia uma casa longe da vila só para esses procedimentos.

Enquanto ele estava no galpão manuseando as pólvoras, minha trisavô, estava em casa mexendo nos feijões. E foi assim que se deu a explosão, a casa caiu nos dois, ele morreu e ela sobreviveu depois de meses no hospital.

Resgatando minhas raízes.

Pois bem, eu cresci ouvindo essa história. Digno de filme, não é mesmo? Então assim que cheguei em Portugal eu fui correr atrás para conhecer mais disso tudo e saber se era uma lenda ou não. Afinal os anos se passam e as estórias vão aumentando.

“Quem conta um conto aumenta um ponto.”

Logo perguntei, onde fica Cabril?? Me falaram que era pertinho daqui de Braga. Eu fiquei logo animada e corri para ver, mas a Cabril daqui de perto havia sido completamente inundada por uma barragem e transportada para outro canto, um balde de água fria nos meus planos. Sendo assim eu nunca veria a casa que minha Bisavó nasceu. Então, eu deixei de lado, até que veio um estalo! Ué meu bisavô era de Viseu, será que existe outra Cabril?!

Na mosssca!!!

A aldeia estava vivinha da silva e eu poderia ir atrás da história SIM! Partiu Viseu!!!

A Cabril certa

Segui em direção a Aldeia certa, com o coração na mão. Será mesmo que encontraria alguém que conhecesse essa história? Será que a casa da minha bisavó ainda estaria de pé?

Eu sabia que além desta história, a minha trisavó viveu na casa da Quelha e depois foi para casa da Carvalha onde explodiu. Assim que cheguei na vila eu tive uma linda surpresa, além de várias casas ainda serem de pedra, uma das ruas se chamava Rua do Fogueteiro, em homenagem ao meu trisavô.

Encontrando moradores

Continuei procurando e logo encontramos um morador. A explosão foi em 1911, há mais de 100 anos! Ninguém que presenciou estaria vivo, isso eu já sabia.

O morador que encontramos nos levou até os moradores mais antigos da aldeia e para minha alegria, eles reproduziram a história perfeitamente.

Quase uma lenda

O acontecimento ficou muito conhecido e foi passado de pai para filho. Conversei com dois moradores diferentes e aí veio mais uma supresa, era dona Adelaide de Jesus.

No meio da conversa, quando me disse seu nome…

Ei..Calma aí. A minha trisavó era Emília de Jesus Duarte e minha bisavó Palmira de Jesus Duarte, só quando casou virou Palmira Duarte Pais. Isso me leva a crer que em algum momento minha família se cruza com a da senhora que estava bem na minha frente conversando comigo.

É claro que parentes muiiito distantes, mas duas Jesus de uma Aldeia tão pequena, só poderiam ser primas.

A história era ainda mais cabeluda do que a que eu ouvia

Conversa vai, conversa vem, e muita coisa eu descobri. Na verdade não foi apenas uma explosão, foram duas! Uma vizinha que estava grávida na época escapou por pouco e eu conversei com um dos filhos dessa senhora também.

A história se recriava diante dos meus olhos e a emoção borbulhava em mim! Fala se isso não é digno de cinema? Foi por isso que sai no jornal em Portugal.

Apontaram-me as duas casas, a primeira em ruínas e a que explodiu intacta, eles a reconstruíram na época. Eu pude tocar nas paredes e viajar mais ainda em minha imaginação.

FOI SENSACIONALLLL! Inexplicável!

Ahhh, e sabe a tal Rua do Fogueteiro?? É exatamente a rua onde fica a casa que explodiu, e em homenagem a minha família.

A história vai muito além de uma lenda e fiquei muito feliz em poder tocar e ver com meus próprios olhos.

Jornal de Notícias – A minha história foi publicada no jornal em Portugal

O Jornal de Notícias é um dos maiores jornais de Portugal. Eu nunca iria imaginar que em apenas 4 meses morando aqui, estamparia a capa de sua revista. Ainda mais aparecendo na primeira página junto com Cristiano Ronaldo! Deve ser coisas de Cris mesmo…rs

Brincadeiras a parte, essa história mirabolante contribuiu para isso, rsrsrs.

Assim que cheguei em Portugal, contei a história para muita gente, perguntando sobre Cabril. Claro uma história de alguém que quase explode uma aldeia inteira chama atenção, né?

Foi assim que o Jornal de Notícias acabou me conhecendo, uma simples blogueira e Youtuber, hihihi

Gostaram da história? Eu ainda quero procurar mais sobre a família Morata, que já soube ter um condado na Espanha, o Viégas e Colângelo e mais! Ainda tem a Stilben que na verdade era Stulpgnagel da Alemanha. Ainda tem o Pais, do meu bisavó, que também tem uma história doida! Foi vestido de menina até os 7 anos por conta de uma promessa.

Meu nome é grande o suficiente para me fazer rodar a Europa inteira em busca de minhas origens. Eu tenho muito orgulho de me chamar Cristina Stilben Morata Pais Viegas!

E olha que curioso, me casei com o Igor Duarte. O Duarte voltou para minha família, será coisa de outras vidas?! Será?!

Escreva seu comentário, tem curiosidade de saber as suas origens também?


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