Tour Raízes Coloniais – Um belo passeio por onde começou Gramado

História, cultura e muita diversão.

Sempre que falamos do Sul e principalmente da Serra Gaúcha, brincamos que nem parece o Brasil. Mas isso se dá ao fato da região ser um belíssimo mosaico cultural, formado por anos e anos de imigração europeia. Nada melhor do que o tour raízes coloniais para mergulharmos nessa história.

Italianos, alemães, suíços, franceses e claro gaúchos, construíram juntos essa região com muito suor, empenho e história que não pode ser esquecida. Gerações e mais gerações foram criadas neste pedaço do Brasil, que fez questão de guardar esse tesouro transformando o Sul em um local singular e muito procurado para o turismo.

Tudo isso é por conta da riquíssima herança cultural que os europeus deixaram marcada no destino, justamente por isso que a serra gaúcha é um pedacinho da Europa em nosso país, e basta uma visita à cidade para conseguir enxergar nitidamente isso em sua arquitetura e principalmente gastronomia.

O Tour Raízes Coloniais

O roteiro começa na Estação Jardineira de Gramado, bem no centro da cidade, o passeio dura em média 5 horas. As saídas ocorrem nas terças, sextas e sábados às 8:30 AM. Eu fiz o passeio com a Brocker turismo, o roteiro custa R$149,00 por pessoa. Lembre-se esse valor é referente à data de hoje, fevereiro de 2018 e pode sofrer alterações.

Foi um dos passeios que eu mais curti pela cidade, nele eu conheci uma Gramado completamente diferente da que conhecia! Pude ter o prazer de estar com pessoas incríveis de conhecer histórias sensacionais, além de ver paisagens maravilhosas.

Assim que chegamos na estação e entramos no ônibus, recebemos um chapéu para já entrar no clima, ueba! Adoro passeios assim, super animados com guia para lá de empolgante! Já coloquei logo o meu e fui ouvindo o guia falando de cada detalhe.

O tour que eu fiz passa pela linha nova e linha bonita.

Casa centenária.

Como o próprio nome diz, é uma casa centenária e é nesta linda casa que fizemos nossa primeira parada. Ela mostra exatamente como eram as construções no início da colonização de Gramado. O guia nos conta para o que servia cada pedacinho da casa, começando pelo porão de pedras. Era ali que conservavam os alimentos, vinhos e bebidas em geral, a pedra era muito importante neste processo de conservação, mantendo tudo geladinho lá dentro.

O resto da casa é todo de madeira e na parte da frente havia um espaço de baixo da casa onde ficavam os animais, aproveitando a parte mais aquecida da casa. A visita a esta casa foi muito divertida! Logo depois de ouvirmos todas as histórias, seguimos para os locais onde hoje ficam os animais.

Alimentei alguns, fiz carinhos em outros e só pensava no meu pequeno! Ele ama mais que tudo fazendas e bichinhos como esses.

Moinho Cavichion

Ali vimos uma das apresentações mais legais que vi na vida! Historia completa contada com muita fervura. Maristela, que é responsável pelo show, conta com humor a trajetória de sua família desde a época da colonização até os dias de hoje.

Como os colonos sofreram, viu? Muito trabalho em terras estranhas, com saudade e incertezas, mas batalharam bravamente para chegar aonde chegaram e são motivo de orgulho para as famílias.·.

A apresentação é maravilhosa e emocionante, pude viver um pouco da minha família enquanto ela contava cantando toda a história. Que mulher de energia incrível!

Ao final da apresentação, nós provamos alguns doces e salgadinhos coloniais, produzidos por eles.

Claro que levei algumas coisas, tudo muito gostoso e fresquinho.

Antes de seguirmos para a próxima parada, saímos da casa para ver o moinho que é típico italiano, achei lindo! Cenário europeu, não me contive e tirei várias fotos, afinal não é todo dia que vemos um moinho quase centenário no Brasil! Sua construção é de 1920.

Família Marcon e a produção de chimarrão.

Essa foi a nossa terceira parada e onde acompanhamos o processo de fabricação da erva mate, que faz o chimarrão.

Adorei a experiência, pois além de ter a oportunidade de ver todo processo de produção da erva mate, ainda aprendi como se prepara um típico chimarrão e degustei a iguaria.

Eu que não sou nada gaúcha, morria de curiosidade de como preparava a bebida, como a erva ficava tão certinha na cuia e etc.

Claro que além das ervas mate expostas no loca, muita comidinha gostosa está disponível para venda. Também provamos algumas frutas cristalizadas deliciosas, em cada parada era uma tentação para não levar tudo que víamos pela frente.

Museu Rural Fiorezze

Essa é nossa quarta e penúltima parada do tour raízes coloniais. Chegamos recepcionados pelo animadíssimo senhor Nelson! Ele fez questão de nos receber com bênçãos e sorrisos.

Piadas também fazem parte de seu repertório e muitas vezes é impossível não soltar uma enorme gargalhada. Logo de início nos contou que sua coleção começou despretensiosa aos 12 anos de idade e quando viu tinha um monte de raridades na não.

Hoje podemos ver verdadeiras relíquias em seu museu, o que mais me chamou atenção foi um banheiro antigo.

Gente como nós íamos ao “trono” e o melhor, como nos limpavamos, vai uma espiga aí?? Rs

Armas, máquinas fotográficas e muitos outros artefatos fazem parte do museu, é gostoso mergulhar nos objetos e pensar como seria naquela época.

Assim que saímos do museu, fui até a lojinha e comprei um licor de canela, achei bem levinho e gostoso. É um ótimo presente para trazer para família.

Família Foss

O tour raízes coloniais termina em uma maravilhosa festa italiana com muita comida gostosa no café colonial servido pela Dona Zulmira.

Achei a coisa mais fofa do mundo, a família inteira na frente da casa nos recebendo com música e até o pequeno Foss fez parte da recepção.

Porém eu estava ansiosa mesmo era para provar as guloseimas que estavam nos esperando.

Dona Zulmira já veio nos trazendo um pão quentinho, recém-feito e cortando a bundinha, falando que quem come esta parte tem sorte! Não pensei duas vezes e peguei exatamente aquele pedaço, que delícia!!!

Suco de uva, bolos e frios fazem parte do café colonial, uma deliciosa cuca que me fez engordar alguns quilos também! Até a manteiga é mais gostosa, me contive para não comprar todos os produtos na lojinha da família Foss, mas acabei trazendo um salame para casa, hihih.

Ei, mas calma, não acabou! Fecharam com chave de ouro e muita música, La Bella Polenta e todos dançando no salão.

Passeio que eu mais curti em Gramado!

Eu saí completamente apaixonada pelo tour raízes coloniais, quero fazer as outras rotas! E claro, levar meu pequeno para curtir também.

Sem dúvidas foi é um passeio que vale muito estar presente em todos os roteiros de quem vai a Gramado.

Apesar de durar bastante tempo, não chega a durar o dia inteiro e ainda tem tanta comilança que já serve como almoço, o que faz o custo-benefício ser bom!

Informações úteis

  1. Crianças até 5 anos não pagam

  2. Crianças de 6 a 10 anos, tem 50% de desconto.

  3. O passeio tem mínimo de 8 passageiros e caso não atinja, pode ser cancelado com valor reembolsado.

  4. O tour raízes coloniais pode ser realizado em vans, micro-ônibus ou ônibus.

  5. Os passeios poderão sofrer alteração no roteiro ou cancelamentos devido às condições climáticas ou fatores de força maior que impeçam aquela atividade.

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